Página 18 - Códice nº5, ano 2008

Sala de exposição permanente do Museu dos CTT, na Rua D. Estefânia, Lisboa, acervo iconográfico da FPC.
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comunicação, das notícias, daí o termo hermenêutica como a arte, a
ciência e técnica voltadas para a interpretação do sentido das men-
sagens, das palavras, dos signos e do seu valor simbólico; enquanto
método de comunicação, o esclarecimento das coisas no seu contex-
to;assim,tambémrelacionamos ahermenêutica coma semiologiae/ou
a semiótica. Neste âmbito, relevamos a importância da cognição, da
busca do apreender a essência e compreensão das coisas; a necessi-
dade de percepcionar a (in)formação da ciência com e/ou a tecnolo-
gia de uma forma esclarecedora e amigável.
Visãopositivistaenquadradaemduasperspectivas:por um lado,ométo-
do geral do positivismo de Auguste Comte, que consiste na observa-
çãodos fenómenos,subordinandoa imaginaçãoàobservação;Comte
definiu a palavra «positivo» com sete acepções: real, útil, certo, pre-
ciso, relativo, orgânico e simpático; o conceito de «simpático» impli-
ca afirmar que as concepções e acções humanas são modificadas
pelos afectos das pessoas (individuais e colectivos); Comte indicou a
subjectividade como um traço característico e fundamental do ser
humano,quedeve ser respeitadoedesenvolvido.Comteexplicitouainda
que um
espírito positivo
é maior e mais importante que a mera cien-
Pontos de vista
uma visão heurística construtivista,
hermenêutica positivista da cultura científica
Visão heurística, enquanto ciência que tempor objecto a descoberta
de factos;o ramo da história voltado para a pesquisa de fontes docu-
mentais; um método de investigação baseado na aproximação pro-
gressiva a umdado problema comvista à sua (re)solução;umameto-
dologia educacional que consiste em fazer descobrir pelo educando
o que se lhe quer ensinar.
Visão construtivista, enquanto teoria sobre a produção social do
conhecimento; entende que o ser humano aprende motivado por
uma necessidade real,por meio de interacções comos vários objectos
do conhecimento; contrapõe-se radicalmente ao ensino pela repeti-
çãoexaustiva.Oalunodeve ser oprotagonistadopróprioprocesso cog-
nitivo; perante estímulos externos, deve agir sobre eles para cons-
truir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais
elaborada e experimentada.
Visão hermenêutica, segundo a mitologia grega: Hermes era o deus
mensageiro, o arauto intérprete da vontade dos deuses; deus da
A usabilidade educativa
dos museus de empresa,
enquanto centros de ciência
e tecnologia
Novas perspectivas didácticas
Algumas paragens nas paisagens percorridas pela intervenção pedagógica do
Serviço Educativo do Museu das Comunicações
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Joel de Almeida
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Licenciado em Comunicação Multimédia, Doutorando em Ciências da Educação, Santiago de Compostela