
Quando um dia um professor da Carnegie Melon University sugeriu a utilização dos caracteres para clarificar piadas em fóruns na internet, a ideia foi recebida com grande entusiasmo.
Assim surgiram os emoticons que desde 1982 passaram a expressar emoções online de forma simbólica.
Mais tarde, o designer japonês Shigetaka Kurita, inspirado na sinalética das ruas, nos símbolos meteorológicos e na arte manga, desenhou um conjunto de 176 imagens, emoticons com expressões faciais, alimentos, atividades quotidianas, animais, entre outras.
Os emojis surgiram como uma nova forma de comunicar, ou melhor, um elemento criativo para expressar emoções, para além do texto. Rapidamente se observou que esta linguagem global facilitava a comunicação digital e fortalecia relações. Risos, corações, choros ou outros emojis aumentavam o sentido de proximidade e de satisfação relacional. A sua utilização foi sendo adotada em todo o lado, e reconhecida por todos, independentemente do seu idioma.
No entanto, a par das funções pessoais e interpessoais positivas dos emojis, estes ícones também ganharam novos múltiplos sentidos que manipulam conversas e transmitem mensagens ambíguas de aliciamento online.
É frequente o uso de emojis em jogos online, redes sociais ou chats, para elogiar, fazer promessas ou dar presentes virtuais.
Como tal, a educação e promoção de literacia digital, na comunicação iconográfica torna-se fundamental para promover uma comunicação digital segura e responsável.
Fontes: SeguraNet | Internet Segura Portugal | UNICEF Portugal | Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) | Escola Digital | | https://fundacao.meo.pt/pt/literacia-digital/comunicar-em-seguranca