O Ponto Perfeito, de Maria Pia Oliveira

“O Perfeito não é encontrado numa ordem material, mas na busca dela”, de James Lee Byars, foi o mote para o projeto expositivo de Maria Pia Oliveira, “O Ponto Perfeito”, nos suportes de instalação, escultura e desenho. O Cosmos, a esfera, o ponto e a palavra estão na base formal do trabalho.

A exposição divide-se em três momentos.
Uma sala apresenta desenhos de diferentes dimensões feitos a grafite, pastel e tinta, parte deles são da série “Folhas Cósmicas”, outros foram desenvolvidos em torno da poética da busca do Ponto Perfeito e do Cosmos, onde a escrita e a palavra estão presentes.
Também nesta sala podemos observar a escultura Scotland, uma torre negra mate cujo interior, visível através de orifícios, tem a cor e o efeito de musgo.

Numa outra sala, entramos por uma espiral; ”A Teia”, em que a luz, a manta de coco e a visível trama de fios translúcida, produz um efeito de sombras de muitas linhas orgânicas projetadas nas paredes, no chão e no teto, reforçando assim a ideia de “teia emaranhada do mundo”. No fim deste percurso encontra-se suspensa a escultura “O Vale de Lágrimas”, cenicamente iluminada e simulando o planeta Terra em chamas ardentes.

Na última sala podemos ver a escultura “Joias do Deserto”, composta por várias peças com formas orgânicas, feitas em grés e com diferentes dimensões, e a escultura “Pilar da Criação”, que parte do elemento fogo, na sua base, até chegar à claridade. Ambas utilizam a cor preta mate e orifícios tridimensionais de diversas cores. Aqui podemos imaginar como as pedras preciosas são ao despontar das profundezas do ser, na sua ansia da “Perfeição” ou como são as estrelas no imenso cosmos.
O desenho intitulado “A Grande Lágrima”, exposto na mesma sala, forma um diálogo formal com ambas as esculturas.

Curadoria de Manuel Costa Cabral.

Entrada Grátis.
Patente na Galeria Central da FPC até 4 de janeiro

  • 22 Novembro, 2019 - 4 Janeiro, 2020