História

O projeto da Fundação remonta a 1990, quando se começou a preparar a cisão da empresa CTT, que deu origem à Portugal Telecom e aos CTT Correios de Portugal.

Entendeu-se na altura que, a par da separação das empresas, seria necessário que o acervo histórico e cultural das Comunicações, parte do passado histórico do País e das empresas do sector, se mantivesse como um todo. Foi então decidida a constituição da Fundação das Comunicações. Para além de Portugal, esta realidade foi igualmente vivida noutros países onde ocorreram cisões idênticas. A França, a Alemanha e a Holanda são exemplos de países em que a permanência de todo um espólio ligado ao sector das Comunicações foi feita através da criação de fundações. Noutros países manteve-se, porém, o conceito de museu de empresa, como sendo uma visão mais restritiva e mais orientada para uma lógica empresarial.

Numa primeira fase, foi nomeada uma Comissão Instaladora que deu origem à Fundação das Comunicações, onde só estavam representados os Correios e a Portugal Telecom. Entendeu-se, posteriormente, que a Fundação ficaria mais completa se o ICP - Instituto das Comunicações de Portugal, hoje Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), pudesse estar representado, e isso fez com que o projeto evoluísse para a atual Fundação Portuguesa das Comunicações. Este Instituto trouxe, igualmente, o espólio valioso dos selos do ex-Ultramar, pertencente ao Estado, para além das tecnologias ligadas à fiscalização do espectro radioelétrico.

Constituída em 6 de outubro de 1997, tendo como membros fundadores o ICP – Instituto das Comunicações de Portugal, atual ANACOM, os CTT  Correios de Portugal e a Portugal Telecom (PT).

Edifício

A Fundação está instalada num edifício dos anos 40 do século XX, onde funcionou a antiga fábrica H. Vaultier, na rua D. Luís I, na zona ribeirinha da cidade de Lisboa, fortemente marcada pela ligação histórica às atividades marítimas e industriais.

Na recuperação do edifício, a cargo de uma equipa de arquitetos e engenheiros da Portugal Telecom, a fachada original foi conservada, tendo-se apenas substituído o rosa carregado por um amarelo forte.

As obras de interior deram origem a amplos espaços, onde foi criado um museu, com salas para exposições permanentes e temporárias, assim como um auditório, uma sala polivalente, salas de formação e de reunião, uma biblioteca, um espaço multimédia, uma loja, uma cafetaria, além de zonas de trabalho não acessíveis ao visitante.

Na decoração dos espaços interiores foram utilizados materiais nobres, como a pedra nos pavimentos e lambris e a madeira no revestimento das paredes. O aço, o vidro e o gesso complementam a escolha dos acabamentos.

Criou-se, desta forma, um local onde o passado, o presente e o futuro se encontram e coabitam em harmonia, para fruição do público em geral e dos jovens, em particular.

História do Edifício

O edifício onde está instalada a Fundação, da autoria do arquiteto João Simões Antunes, foi já uma fábrica e uma central de Telex. Originalmente pertencente ao Instituto Superior Técnico, foi vendido em 1944, por 645 mil escudos, à empresa H. Vaultier & Companhia, ainda na fase de construção. Era constituído por três parcelas que a Vaultier preferiu ver transformadas numa única estrutura.

Quando as obras ficaram concluídas, em 1946, os proprietários instalaram no primeiro piso um depósito para armazenamento de ferro para construção civil, bem como oficinas de reparação de viaturas agrícolas e de serviço de incêndios; no segundo piso, instalaram as fábricas de correias e puxados e, no terceiro, uma fábrica de mangueiras, uma sala de exposição e um refeitório para 150 trabalhadores.

Em 1970, o edifício ganhou um novo bloco de três pisos. Nesta altura, era já propriedade da Administração Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones que o adquirira um ano antes a Maxime Vaultier, por 27 mil contos. Nesta estrutura, inaugurada em 1973, foi instalada uma nova central de Telex, que se integrava num plano de remodelação e desenvolvimento das redes de telex e gentex.

Na sequência da cisão dos CTT, em 1992, o edifício foi atribuído à Portugal Telecom e, posteriormente, legado à Fundação Portuguesa das Comunicações.

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