DATAS E FACTOS DO CABO SUBMARINO EM PORTUGAL (1855-2015), José Vilela

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1938
1939
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1974
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1996
1999
2000
2002
2003
2010
2011
2012
2015
Vitrine Interativa com controlo de iluminação, Subvertice - Soluções Digitais. Núcleo Cabos Submarinos

Vitrine Interativa com controlo de iluminação, Subvertice – Soluções Digitais. Núcleo Cabos Submarinos

Inauguração da rede telegráfica elétrica em Portugal, ligando o Terreiro do Paço, as Cortes, o Palácio das Necessidades e Sintra.
A partir deste ano as grandes companhias internacionais de cabos submarinos fazem chegar várias propostas de amarração de cabos em território português.

Amostra cabo submarino telegráfico

Amostra cabo submarino telegráfico

Lançados os primeiros três cabos telegráficos subfluviais no rio Tejo (372 metros), rio de Samora (190 metros) e no vau de Alcochete (50 metros).
O isolamento dos fios condutores é conseguido com a utilização da gutta-percha, substância introduzida na Europa, em 1843, pelo português José de Almeida.

Lançado sob o rio Minho, entre Valença e Tuy, um outro cabo telegráfico subfluvial de três fios e com uma extensão de 195 metros.

A Falmouth Gibraltar and Malta Telegraph Company, Ltd. inicia o lançamento do primeiro cabo submarino atlântico a amarrar em território português, entre Carcavelos e Gibraltar. Outro cabo foi lançado para ligação entre Carcavelos e Porthcurno (Inglaterra).
A comunidade telegrafista britânica e seus familiares que se instalaram no nosso país, formaram uma colónia muito ativa na promoção de atividades culturais, do ensino e no desenvolvimento de algumas modalidades desportivas pouco conhecidas entre nós.

Estabelecida a ligação telegráfica entre Portugal Continental, Madeira, Cabo Verde e Brasil.

Lançamento do cabo telegráfico submarino da Eastern Extension, Australasia China Telegraph Company, entre Hong Kong e Macau.

Entrada em funcionamento de novos cabos submarinos: Carcavelos a Vigo; Lisboa a Luanda; Moçambique a Zanzibar; Moçambique a Lourenço Marques; Lourenço Marques a Durban e Macau a Hong Kong.

A Eastern & South African Telegraph Company estabelece a ligação entre Angola e a Cidade do Cabo, completando assim a rede de cabo submarino em torno de África.

Família Real na estação de Carcavelos – Inauguração do cabo submarino nos Açores

Inauguradas as comunicações telegráficas entre o Continente e os Açores, através do cabo submarino lançado pela companhia inglesa Telegraph Construction and Maintenance Company que liga Carcavelos a Ponta Delgada.

Concluída a amarração do cabo telegráfico submarino da Deutsche Atlantische Telegraphen-Gesellsehafn (DAT), que liga Emden à Horta, no Faial, Açores.

Ligação de um cabo submarino entre o Faial (Açores) e Canso (Canadá). O primeiro cabo submarino a ligar o continente americano e aquele arquipélago.

Na primeira metade do século, na Horta (Faial), é notória a influência cultural, associativa e desportiva promovida pelas colónias de telegrafistas estrangeiros e familiares, sobretudo de origem britânica e alemã.

Lançamento de um cabo submarino da empresa The Western Telegraph Company, entre a ilha de S. Vicente, em Cabo Verde e o Faial, nos Açores.

Lançamento de um cabo submarino da empresa The Eastern Telegraph Company, entre Porthcurno (Inglaterra) e a Madeira, numa extensão de 2.417 quilómetros.

Construção na Horta, Açores, do edifício conhecido por Trinity House, para acolher o centro de operações das companhias de cabos submarinos inglesa, americana e alemã.

A German Atlantic Telegraph Company lança um cabo submarino entre os Açores e Nova Iorque.

Através de um cabo subfluvial da APT – Anglo Portuguese Telephone Company, Limited, entra em atividade a comunicação telefónica entre a capital, Almada e o Barreiro.

 

Poucas horas após o início da guerra, o navio inglês Telconia procede ao corte dos cabos alemães entre a Horta e Emden, na Alemanha.

Censura sobre toda a correspondência postal expedida e recebida por Portugal e ampliação da censura telegráfica.

Termina o prazo de exclusividade concedido em 1893 à empresa britânica The Europe and Azores Telegraph Company. Os norte-americanos intensificam a disputa pela influência e domínio da rede mundial de cabos submarinos.

A Commercial Cable Company lança um cabo entre o Faial (Açores) e Canso (Canadá), numa extensão de 3.167 quilómetros, com ligação até Nova Iorque.

A empresa norte-americana The Western Union Telegraph Company conclui o lançamento do primeiro cabo submarino mundial a utilizar como revestimento o permalói, entre a Horta (Faial) e Rockway Beach (Nova Iorque), com uma extensão de 4.368 quilómetros. Era o cabo de longa distância mais rápido do mundo e operava a uma velocidade de 300 caracteres por minuto, com 5 canais de uma só direção (simplex).

A empresa norte-americana Eastern Telegraph Company lança um segundo cabo entre o Canadá (Bay Roberts) e a Horta (Faial). O cabo operava a uma velocidade de 500 caracteres por minuto e permitia a receção e emissão simultânea de várias mensagens no mesmo canal.

Os italianos da Italcable lançam um cabo submarino entre Málaga e Lisboa, dando início à sua atividade no nosso país.  

A The Eastern Telegraph Company, Ltd. encerra a sua atividade na África Oriental portuguesa, recolhendo os cabos telegráficos submarinos de Moçambique e fechando a estação ali existente.

Assinatura de contrato entre o governo português e as companhias inglesas de cabos submarinos, regulando o serviço telegráfico entre o Continente, Açores e Madeira, instituindo um serviço de taxas reduzidas.

O cabo submarino alemão foi cortado, pelo navio inglês Mirror, por motivo do início do conflito europeu e mundial.

Determinada a censura militar a todas as vias de comunicação postal e de telecomunicações entre o Continente e Ilhas, enquanto durar o estado de guerra.

Neste ano e no seguinte, a CPRM – Companhia Portuguesa Rádio Marconi assina contratos com as três concessionárias estrangeiras de cabos submarinos e passa a coordenar o serviço telegráfico internacional.

Encerramento da estação de cabos submarinos de Carcavelos, situada no antigo palácio na Quinta Nova de Santo António.
As empresas estrangeiras encerram a sua atividade em Portugal: DAT e Western Union (1964), France Câbles et Radio (1967), Commercial Cable Company (1968) e Cable and Wireless (1969).

2 de junho, Renovado o contrato de concessão com a CPRM, ampliadas as áreas de exclusivo e entregue o monopólio da exploração de cabos submarinos e das comunicações via satélite.

Medalha comemorativa da inauguração do cabo do sistema submarino TAT5 MAT-1 -1970

Medalha comemorativa da inauguração do cabo do sistema submarino TAT5 MAT-1 -1970

Inaugurada a rede dos primeiros cabos submarinos amarrados na estação de Sesimbra, o SAT-1, sistema de cabo coaxial, com uma extensão total de 10.950 quilómetros e uma capacidade de 360 circuitos telefónicos, para a ligação entre Portugal e a África do Sul.

Inauguração do cabo coaxial transatlântico TAT-5 – MAT-1, entre Itália e Estados Unidos com amarração em Sesimbra, uma extensão de 6.410 quilómetros e capacidade para 845 circuitos.

As ações da Marconi ainda em posse da companhia inglesa Cable & Wireless foram adquiridas por entidades portuguesas, “nacionalizando” 100% do seu capital.

Inauguração do serviço de telefone automático entre o Funchal e Lisboa através de cabo submarino coaxial CAM-1, com uma extensão de 1.150 quilómetros e capacidade para 1.440 circuitos. Foi o primeiro cabo submarino nacional de propriedade inteiramente portuguesa (CPRM).

Inaugurada a ligação telefónica entre o Continente e a Ilha do Sal, em Cabo Verde, assegurada por um cabo submarino da CPRM.

Equipamento terminal na estação de Sesimbra - Anos 70

Equipamento terminal na estação de Sesimbra – Anos 70

Inaugurado o cabo submarino Portugal-França, TÁGIDE -1, ligando a estação de Sesimbra a Penmarch, na Bretanha (França), com uma extensão de 1.500 quilómetros e capacidade para 2.580 canais telefónicos simultâneos.

Entra em serviço o Sistema ATLANTIS 1, fazendo a ligação Portugal (Burgau), Senegal e Brasil, com uma extensão de 6.400 quilómetros e capacidade para 3.960 circuitos.

Amostra cabo submarino coaxial

Amostra cabo submarino coaxial

Lançamento do cabo submarino ATLAS, entre Portugal (Burgau) e Marrocos. Sistema de cabo coaxial com uma extensão de 350 quilómetros e capacidade para 1.260 circuitos telefónicos.

Amostra Cabo submarino fibra ótica

Amostra Cabo submarino fibra ótica

Entrada em funcionamento do primeiro cabo submarino Intercontinental em fibras óticas, o TAT – 8, ligando a Europa aos Estados Unidos, cujos encargos foram suportados pela maioria dos países da CEPT e pelo Canadá, México e EUA.

Lançamento do primeiro sistema de cabos submarinos de fibra ótica e transmissão digital a amarrar em Portugal, o EURÁFRICA, ligando Portugal, França, Marrocos e Madeira, numa extensão total de 3.100 quilómetros e capacidade global de 49.180 circuitos.

Inaugurado o Centro de Telecomunicações da Madeira, um dos principais pontos de amarração de cabos submarinos do país.

Entrada em funcionamento do sistema SAT-2, ligando a África do Sul à Madeira, numa extensão total de 9.500 quilómetros e capacidade de 46.080 circuitos.

Lançamento do sistema de cabos óticos submarinos COLUMBUS II, numa extensão total de 12.290 quilómetros e uma capacidade global de 151.200 circuito, com ligações ao México, Estados Unidos, Portugal (Burgau), Madeira, Canárias e Itália.

Entrada em serviço do sistema de cabo ótico submarino BUGIO, entre Sesimbra e Carcavelos, sem repetidores, com uma extensão de 73 quilómetros

Lançamento do cabo ótico submarino TÁGIDE-2, entre Portugal e França, mais tarde integrado como segmento no Sistema SEA-ME-WE-3. Este foi o primeiro sistema ótico com repetidores com amplificação ótica e tecnologia DWDM (ou seja, vários comprimentos de onda, ou canais de comunicação numa fibra ótica).

Entra em funcionamento o sistema de cabos óticos submarinos SEA-ME-WE 3, ligando a Dinamarca, Portugal (Sesimbra), Macau, Austrália e Japão, numa extensão de 39.000 quilómetros e capacidade de 980 Gbps.

Entra em funcionamento o sistema de cabos óticos submarinos COLUMBUS III, ligando Itália aos Estados Unidos, numa extensão de 9.833 quilómetros e capacidade de 180 Gbps, com ligação aos Açores (Ponta Delgada) e Continente (Carcavelos).

Entrada em serviço do sistema de cabos óticos submarinos PORTUGAL-MADEIRA (dentro do sistema ATLANTIS 2), entre as estações de Carcavelos e Funchal.

Entrada em serviço do sistema de cabos óticos submarinos PORTUGAL-AÇORES (dentro do sistema COLUMBUS III), entre as estações de Carcavelos e de Ponta Delgada.

Lançamento do sistema de cabos óticos submarinos ATLANTIS 2, ligando Portugal (Carcavelos) à Argentina, com amarração em Cabo Verde e Brasil, numa extensão de 8.500 quilómetros e capacidade de 40 Gbps.

Entrada em funcionamento do sistema de cabos óticos submarinos SAT-3/WASC/SAFE, ligando Portugal (Sesimbra) à África do Sul, com uma extensão de 14.350 quilómetros e capacidade de 920 Gbps.

Interligando Portugal (Seixal), Espanha  (Bilbau) e Inglaterra (Highbridge), entra em funcionamento o sistema de cabos óticos submarinos TGN, numa extensão de 3.578 quilómetros e capacidade de 3,84 Tbps.

Inaugurado o sistema de cabos óticos submarinos AÇORES-MADEIRA, entre as estações de Ponta Delgada e Funchal.

Entrada em funcionamento do sistema de cabos óticos submarinos MAIN ONE, ligando Portugal (estação da TATA Communications no Seixal) à Nigéria, numa extensão de 7.000 quilómetros e capacidade de 1,92 Tbps.

Lançamento do sistema de cabos óticos submarinos EIG, ligando a Inglaterra à Índia, com uma estação em Portugal (Sesimbra), numa extensão de 15.000 quilómetros e capacidade de 1,3 Tbps.

Lançamento de uma unidade de derivação do sistema ACE, 2011

Lançamento de uma unidade de derivação do sistema ACE, 2011

Entre a Inglaterra e a África do Sul, com uma estação em Portugal (Seixal), é lançado o sistema de cabos óticos submarinos WACS, numa extensão de 14.916 quilómetros e capacidade de 5,2 Tbps.

Entrada em funcionamento do sistema de cabos óticos submarinos ACE, ligando a França à África do Sul, com uma estação em Portugal (Carcavelos), numa extensão de 17.000 km e capacidade de 80 Gbps.

A mais recente tecnologia do cabo submarino permite maior fiabilidade e maior largura de banda do que as comunicações de dados por satélite, pelo que atualmente 99% de toda a comunicação mundial (internet e telefone) passa por este meio.


Cronologia de datas, factos e acontecimentos históricos relacionados com a instalação do cabo submarino em Portugal, recolhidos no âmbito da exposição inaugurada em maio de 2015 e patente ao público na Fundação Portuguesa das Comunicações – O cabo submarino num mar de conectividades.


Cronologia completa