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PIRES VIEIRA – SÉRIE GEOMETRIAS

‘Os assuntos da arte, e da pintura em particular, ressurgem ao longo da obra de Pires Vieira de modo sempre renovado. Monet, citado nesta exposição, fora já convocado em vários momentos – o apelo táctil, a exaltação vibrante e envolvente da natureza. As paisagens de Srindberg são citadas pela primeira vez – esmagadoras, dramáticas, desertas.

Tal como em Strindberg, Pires Vieira encontra nos textos das canções de Björk, cujos textos serigrafa sobre tela, uma mesma relação (nórdica) com a imensidão da Natureza – a projecção interior, a leitura emocional sublimada, o fascínio e a rendição, a suspensão no mistério, a descoberta dos detalhes decisivos, o cruzamento de planos pessoais e colectivos, psíquicos e físicos, humanos e não humanos, elaborados em sínteses poéticas.

O óleo é aplicado a espátula em ocupação total e matérica da superfície; a citação é desviada com alteração de cores e proporções; a composição é múltipla e geométrica: uma barra preta, em polígonos fechados ou abertos ou em simples linha recta “interrompe” e reúne conjuntos de pequenas telas, como uma linha de força estruturante e ao mesmo tempo estranha aos territórios que atravessa e que, de algum modo, violenta: opõe-se à sua liquidez e elasticidade, impõe agregação à sua qualidade informe.’ do catálogo, Leonor Nazaré.

Sobre Pires Vieira.

  • 11 Janeiro, 2017 - 4 Março, 2017