Fundação Portuguesa das Comunicações
História do Edifício

O edifício onde está instalada a Fundação, da autoria do arquiteto João Simões Antunes, já foi uma fábrica e uma central de Telex. Originalmente pertencente ao Instituto Superior Técnico, foi vendido em 1944, por 645 mil escudos, à empresa H. Vaultier & Companhia, ainda na fase de construção. Era constituído por três parcelas, que a Vaultier preferiu ver transformadas numa única estrutura.

Quando as obras ficaram concluídas, em 1946, os proprietários instalaram no primeiro piso um depósito para armazenamento de ferro para construção civil, oficinas de reparação de viaturas agrícolas e de serviço de incêndios, no segundo piso as fábricas de correias e puxados e, no terceiro, uma fábrica de mangueiras, uma sala de exposição e um refeitório para 150 trabalhadores.

Em 1970, o edifício ganhou um novo bloco de três pisos. Nesta altura, era já propriedade da Administração Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones que o adquirira um ano antes a Maxime Vaultier, por 27 mil contos. Nesta estrutura, inaugurada em 1973, foi instalada uma nova central de Telex, que se integrava num plano de remodelação e desenvolvimento das redes de telex e gentex.

Na sequência da cisão dos CTT, em 1992, o edifício foi atribuído à Portugal Telecom e, posteriormente, legado à Fundação Portuguesa das Comunicações.